segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Ato em prol da implantação do Parque Urbano e Vivencial do Gama
No último sábado dia 24 de novembro foi realizado o Primeiro Ato em prol da Implantação do Parque Urbano e Vivencial do Gama organizado pela Agenda21 do Gama.
domingo, 5 de agosto de 2012
Oito motivos para as mulheres salvarem o mundo
Um mundo sustentável só será possível com a participação das mulheres e dos valores femininos, conforme teses do ecofeminismo e de grandes pensadores da Ecologia Profunda, como Fritjof Capra. Saiba por que precisamos mais do que nunca das mulheres.
1. Grande ocular
É fato que as mulheres dão conta de várias tarefas ao mesmo tempo, enquanto os homens se concentram, mais profundamente, em uma de cada vez. Dizem que a nossa visão é como as lentes grandes oculares das máquinas fotográficas: captam o todo. Pois é basicamente essa a compreensão que faltou à sociedade mundial durante o último século, quando não se pensou nos efeitos do seu crescimento para o ambiente, ou seja, o todo!
2. Menos competição, mais cooperação
Buscar o bem-estar coletivo em vez de desejos individuais é um passo essencial para frearmos a exploração de recursos naturais e todos os outros tipos de exploração. Isso porque quem explora só pensa em si mesmo, enquanto a mulher pode ensinar a sociedade a pensar no outro. Afinal, desde a época das cavernas, ela está acostumada a pensar nos filhos e ser generosa enquanto o homem, que ia à caça nas selvas, precisava mesmo ser egoísta e competidor. “Uns pelos outros” em vez de “cada um por si” e o trabalho finalmente enobrecerá o homem – e a mulher!
3. Não é força, é jeito!
Para a mulher, é óbvio que a forma influencia o conteúdo. Nunca um cumprimento de “bom dia” será a mesma coisa se ela passa ora cabisbaixa, ora sorridente. E é preciso muito jeitinho para avisar ao mundo de que todos temos de rever nossos hábitos e, especialmente, nossa consciência. Porque a forma da mensagem é mais importante do que nunca, esse chamado é feminino.
4. Sensível demais!
Sabe aquela inteligência feminina? Que percebe além da razão, decide independentemente da lógica, age sem calculismo? Isso é sensibilidade. E vai muito bem nessa época em que o mundo experimenta uma crise ambiental inédita: talvez o pensamento racional não tenha todas as respostas para ela, por isso precisamos de uma sociedade mais disposta e confiante na sensibilidade. Ela pode nos reconectar à natureza e nos levar mais longe.
5. A vida começa dentro delas
Dependemos das mulheres para iniciar a vida; mas para mantê-la dependemos dos outros filhos da Mãe Natureza. Não há ninguém mais competente que as mães para levar à nossa sociedade moderna essa noção de cuidado com a vida, em todas as suas formas.
6. Sem machismos, sem feminismos
Ao contrário de uma disputa entre os sexos, o que o mundo sempre precisou – hoje, mais do que nunca – é que masculino e feminino ajam na vida social como agem na vida pessoal: se completando. As decisões de uma liderança feminina equilibram o pensamento masculino. Não por acaso, essa é exatamente a mesma coisa que se pede para o meio ambiente: equilíbrio.
7. Precisamos cuidar da casa
Estamos trabalhando cada vez mais e acabamos não dando atenção à qualidade do ambiente em que vivemos. Que tal dividir as tarefas? Todos nós, homens e mulheres, precisamos cuidar mais da nossa casa: o planeta. O homem pode começar dando mais atenção a tarefas domésticas, enquanto a mulher deve achar um tempinho para integrar movimentos locais por melhorias em seu bairro, seu transporte, as leis da sua cidade ou mesmo para exigir alimentos livres de agrotóxicos na feira da região. Agindo localmente e pensando globalmente, é possível sim dar um jeito na casa.
8. Trabalho de macho? Não, de fêmea!
Apesar de as mulheres participarem cada vez mais da sociedade, ainda não se garantiu que os valores femininos chegassem lá nos líderes, para equilibrar decisões importantes. É que a mulher aprendeu a trabalhar com o homem, e cismou que um bom trabalho exige a rigidez e a objetividade masculinas. Pelo contrário! O que precisamos levar de casa é nossa sensibilidade, compreensão do todo, cooperação, cuidado, responsabilidade, atenção à forma de fazer.
Quando a mulher de cada canto põe a mão na massa, é um movimento de massa que chega a todos os cantos do mundo. Motivo não falta.
Blog da jornalista Lydia Cintra ::: Por Ana Carolina Amaral
Fonte: Super Interessante
segunda-feira, 30 de julho de 2012
O Futuro que Queremos
A apresentação do documento O Futuro que Queremos no Riocentro, Zona Oeste do Rio de Janeiro, marcou o encerramento oficial da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), na sexta-feira, 22 de junho, depois de nove dias de evento (que incluem os dois dias da Cúpula de Alto Nível). Mais de 45 mil pessoas e 190 chefes de Estado e governo estiveram na capital fluminense, no intuito de discutirem a inserção da sustentabilidade no planeta, aliada à erradicação da pobreza.
Ao longo da Rio+20, foram feitos cerca de 700 compromissos voluntários, segundo informou a porta-voz da conferência, Pragati Pascale. As promessas de ações e metas voltadas para o desenvolvimento sustentável somam um montante de US$ 513 bilhões, conforme balanço apresentado pela ONU. Segundo ela, mais de 50 milhões de pessoas acessaram o site da conferência. Somente no twitter em inglês, a hashtagRio+20 apareceu mais de 1 bilhão de vezes e a plataforma brasileira sobre o evento teve mais de 1 milhão de acessos.
O texto final ratifica que os temas polêmicos e sem consenso ficarão para uma próxima cúpula, provavelmente a 18ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP-18), que será realizada ao final de 2012, no Catar. Os aspectos sociais são destacados e ressaltam o esforço conjunto para a erradicação da pobreza, a melhoria na qualidade de vida e o homem no centro das preocupações.
Composto por 49 páginas, uma a menos em relação à versão anterior (inicialmente chegou a ter 200 páginas), o documento está dividido em seis capítulos e 283 itens. Os capítulos mais relevantes são os que tratam de financiamentos e meios de implementação (relacionados às metas e compromissos que devem ser cumpridos). Porém, para os movimentos sociais, faltou ousadia por parte das autoridades na exigência de definições claras sobre responsabilidades específicas, repasses financeiros, discriminação de prazos para a adoção de medidas e a ampliação de poderes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/junho/divulgacao-do-documento-o-futuro-que-queremos
Principais pontos da Rio+20:
- Engajamento da sociedade civil - Simbolizada pela realização da Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20, a participação da sociedade civil global pode ser considerada um verdadeiro sucesso. Cerca de 80 mil pessoas de mais de 100 países, entre indígenas, religiosos, representantes de sindicatos, dos movimentos das mulheres e cidadãos independentes bradaram contra a inércia dos tomadores de decisão, principalmente em protestos como a Marcha dos Povos. Eles chegaram a se reunir com Ban Ki-moon na sexta-feira (22), quando entregaram um documento ao secretário-geral da ONU com suas reivindicações.
- Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - As metas a serem perseguidas pelos países para avançar nas áreas ambiental, política e social eram uma das grandes cartadas para a Rio+20. Os objetivos não foram definidos, mas ao menos o processo de elaboração foi anunciado. As metas deverão estar prontas até 2013, no intuito de entrarem em vigor em 2015, quando termina o prazo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Dessa forma, os governos teriam até 2018 para cumprirem os ODS.
- Índice de Riqueza Inclusiva (IRI) - A Rio+20 também marcou o lançamento de um novo indicador mundial, que vai além do PIB (Produto Interno Bruto) e do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). O Índice de Riqueza Inclusiva (IRI) tem o objetivo de incentivar a sustentabilidade dos governos, ao aplicar informações referentes ao capital humano, natural e manufaturado de 20 países, que juntos representam quase três quartos do PIB mundial e 56% da população do planeta. O relatório será produzido a cada dois anos.
- Fórum da ONU para o desenvolvimento sustentável - Ficou acertada a criação de um fórum de alto nível sobre desenvolvimento sustentável no âmbito da ONU. A expectativa é de que o tema será tratado com maior relevância e comprometimento. Hoje ele é abordado na Comissão de Desenvolvimento Sustentável da ONU, criada a partir de uma demanda da Rio-92, mas de forma considerada insuficiente.
- Fortalecimento do Pnuma - O texto prevê fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, mas não especifica exatamente como. O assunto deve ser resolvido na Assembleia Geral da ONU em setembro. A expectativa de alguns países e de boa parte dos movimentos sociais, contudo, era a de que o órgão fosse transformado em agência com poder de decisão.
- Redução das emissões de gases das grandes cidades - Os prefeitos das 59 maiores cidades do mundo se comprometeram a reduzir em até 248 milhões de toneladas as emissões de gases do efeito estufa até 2020, durante reunião do C-40 (Large Cities Climate Leadership Group).
- Investimentos do setor privado - Grandes multinacionais firmaram 24 compromissos em prol do capital natural. Juntas, representam mais de 500 bilhões de dólares em negócios. Já as empresas brasileiras que integram o Pacto Global das Nações Unidas anunciaram dez metas relacionadas à Economia Verde. Mais de 220 companhias aderiram ao documento. Os oito maiores bancos de desenvolvimento multilateral do mundo prometeram investir US$ 175 bilhões em transportes que emitem menos carbono do que os convencionais.
- Empoderamento da mulher -Traz a ideia das mulheres como força motriz do desenvolvimento sustentável e tem parágrafos específicos sobre o tema.
- Erradicação da pobreza -O texto estabelece a erradicação da pobreza como o maior desafio global do planeta e recomenda que o sistema da ONU, em cooperação com doadores relevantes e organizações internacionais, facilite a transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento.
- Plano de Produção e Consumo Sustentáveis - A meta é que os países atinjam a sustentabilidade nessas duas áreas por meio da adoção de um plano de dez anos para mudar o comportamento das populações. Contudo, não ficou claro como tamanho objetivo será realizado na prática.
- Responsabilidades Comuns, mas Diferenciadas (CBDR) - Princípio oficializa que se espera dos países ricos maior empenho financeiro para implementação de ações, pelo fato de virem degradando o ambiente há mais tempo e de forma mais intensa.
- Proteção aos oceanos - O texto adota um novo instrumento internacional sob a Convenção da ONU sobre os Direitos do Mar (Unclos) para uso sustentável da biodiversidade e conservação em alto mar. Era uma das áreas em que se esperava mais avanço nas negociações, porque as águas internacionais carecem de regulamentação entre os países.
Leia o documento na
íntegra: http://www.onu.org.br/rio20/documentos/
sexta-feira, 27 de julho de 2012
O que é a Agenda 21
Agenda 21 é um conjunto de resoluções tomadas na conferência
internacional Eco-92, realizada na cidade do Rio de Janeiro entre 3 e 4 de junho
de 1992. Organizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) contou com a
participação de 179 países e resultou em medidas para conciliar crescimento
econômico e social com a preservação do meio ambiente. Na Agenda 21 cada país
definiu as bases para a preservação do meio ambiente em seu território,
possibilitando o desenvolvimento sustentável.
Principais temas tratados na Agenda 21
- Combate à pobreza.
- Cooperação entre as nações para chegar ao desenvolvimento sustentável.
- Sustentabilidade e crescimento demográfico.
- Proteção da atmosfera.
- Planejamento e ordenação no uso dos recursos da terra.
- Combate ao desmatamento das matas e florestas no mundo.
- Combate à desertificação e seca.
- Preservação dos diversos ecossistemas do planeta com atenção especial aos ecossistemas frágeis.
- Desenvolvimento rural com sustentabilidade.
- Preservação dos recursos hídricos, principalmente das fontes de água doce do planeta.
- Conservação da biodiversidade no planeta.
- Tratamento e destinação responsável dos diversos tipos de resíduos (sólidos, orgânicos, hospitalares, tóxicos, radioativos).
- Fortalecimento das ONGs na busca do desenvolvimento sustentável.
- Educação como forma de conscientização para as questões de proteção ao meio ambiente.
terça-feira, 24 de julho de 2012
O que é consumo sustentável
O que é consumo sustentável
O consumo sustentável é um conjunto de práticas relacionadas
à aquisição de produtos e serviços que visam diminuir ou até mesmo eliminar os
impactos ao meio ambiente. São atitudes positivas que preservam os recursos
naturais, mantendo o equilíbrio ecológico em nosso planeta. Estas práticas
estão relacionadas a diminuição da poluição, incentivo à reciclagem e
eliminação do desperdício. Através delas poderemos, um dia, atingir o sonhado
desenvolvimento sustentável do nosso planeta.
Principais práticas de consumo sustentável que podem ser
adotadas em nosso dia a dia:
- Fazer a reciclagem de lixo material (plástico, metais,
papéis).
- Realizar compostagem, transformando resíduos orgânicos em
adubo;
- Diminuir o consumo de energia: tomar banhos rápidos, desligar luzes de
cômodos que não tem pessoas, optar por aparelhos de baixo consumo de energia;
- Levar sacolas ecológicas ao supermercado, não utilizando
as sacolas plásticas oferecidas;
- Urinar durante o banho: desta forma é possível economizar
água da descarga do vaso sanitário;
- Diminuir a impressão de documentos e utilizar papel
reciclável;
- Trocar o transporte individual por coletivo ou bicicleta.
Outra solução é optar por carros híbridos.
- Não descartar óleo de frituras na pia da cozinha;
- Optar, quando possível, pelo consumo de frutas, verduras e
legumes orgânicos;
- Comprar móveis de madeira certificada;
- Usar lâmpadas eletrônicas ou LED, pois consomem menos
energia elétrica do que as incandescentes;
- Utilizar aquecedores solares dentro de casa, pois diminuem
o consumo de energia elétrica.
Os 3 R's - Reduzir, Reutilizar e Reciclar
Significado
Também conhecido como os 3 Rs da sustentabilidade (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), são ações práticas que visam estabelecer uma relação mais harmônica entre consumidor e Meio Ambiente. Adotando estas práticas, é possível diminuir o custo de vida (reduzir gastos, economizar), além de favorecer o desenvolvimento sustentável (desenvolvimento econômico com respeito e proteção ao meio ambiente).
Reduzir
Se prestarmos atenção nas compras que realizamos no cotidiano e nos serviços que contratamos, perceberemos que adquirimos muitas coisas que não precisamos ou que usamos poucas vezes. Portanto, reduzir significa comprar bens e serviços de acordo com nossas necessidades para evitar desperdícios. O consumo consciente é importante não só para o bom funcionamento das finanças domésticas como também para o Meio Ambiente.
Ações práticas para reduzir:
- Uso racional da água: não desperdiçar, tomar banhos curtos, não usar água para lavar a calçada, fechar a torneira quando estiver escovando os dentes, não deixar que ocorra vazamentos na rede de águas, etc.
- Economia de energia: usar aquecimento solar nas casas, apagar as lâmpadas de cômodos desocupados, usar lâmpadas fluorescentes, usar o chuveiro elétrico para banhos curtos, etc.
- Economia de combustíveis: fazer percursos curtos a pé ou de bicicleta. Gera economia, faz bem para a saúde e ajuda e diminuir a poluição do ar.
Reutilizar
Jogamos muitas coisas no lixo que poderiam ser reutilizadas para outros fins. Reutilizando, geramos uma boa economia doméstica, além de estarmos colaborando para o desenvolvimento sustentável do planeta. Isto ocorre, pois tudo que é fabricado necessita do uso de energia e matéria-prima. Ao jogarmos algo no lixo, estamos também desperdiçando a energia que foi usada na fabricação, o combustível usado no transporte e a matéria prima empregada. Sem contar que, se este objeto não for descartado de forma correta, ele poderá poluir o meio ambiente.
Vale lembrar que a doação também pode ser uma boa alternativa, pois outra pessoa que necessita pode utilizar aquele objetivo que você não quer mais.
Ações práticas para reutilizar:
- Uma roupa rasgada pode ser costurada ou ser transformada em outra peça (uma calça pode virar uma bermuda, por exemplo).
- Computadores, impressoras e monitores podem ser doados para entidades sociais que vão utilizá-los com pessoas carentes.
- Potes e garrafas de plástico podem ser transformados em vasos de plantas.
- Folhas de papel com impressão em apenas um lado podem ser transformados em papel de rascunho, ao usar o lado em branco.
- Um móvel (armário, sofá, guarda-roupa, estante, escrivaninha, mesa, cadeira, etc) quebrado não precisa ir parar no lixo. Eles podem ser concertados ou doados.
- A água usada para lavar roupa pode ser reutilizada para lavar o quintal.
- Com criatividade e embalagens, palitos e potes de plástico é possível criar vários brinquedos interessantes.
Reciclar
A reciclagem é quase uma obrigação nos dias de hoje. O primeiro passo é separar o lixo reciclável (plástico, metais, vidro, papel) do lixo orgânico. O reciclável deve ser encaminhado para empresas ou cooperativas de trabalhadores de reciclagem, pois serão transformados novamente em matéria-prima para voltar ao ciclo produtivo. Além de gerar renda e emprego para pessoas que trabalham com reciclagem, é uma atitude que alivia o Meio Ambiente de resíduos que vão levar anos ou séculos para serem decompostos.
Ações práticas para reciclar:
- Separar em casa o lixo orgânico do lixo reciclável. Este último deve ser encaminhado para pessoas que trabalham com reciclagem ou empresas recicladoras.
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